quarta-feira, 18 de abril de 2012

Musico do interior ganha a estrada para tocar com Fat Family e Soraya Moraes

Natural de Rio Claro, interior de São Paulo, Saulo ingressou no Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos” de Tatuí no curso de piano erudito e participou de vários projetos e turnês como: Pianista profissional, produtor e diretor musical.
Saulo já trabalhou com vários nomes da música nacional e internacional como: Fat Family, Edson e Hudson, Davi Fantazzini (ex-Fama), Soraya Moraes (ganhadora de 3 grammys latino), toque no altar, Hilquias Alves, André Paganelli, entre outros, além da turnê nacional como guitarrista paraguaio Orlando Bonzi.

Saulo apresenta-se em varias formações como: piano solo, trio e quinteto. Em seu repertorio apresenta principalmente musica popular brasileira, jazz, salsa entre outros estilos.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pianista Michel Lima faz show em praça pública de São Paulo




Premiado por seu trabalho como músico, produtor e arranjador, Michel Lima foi convidado para participar do projeto Piano na Praça da Prefeitura de São Paulo.


Com repertório que vai do jazz ao baião, Lima se apresenta dia 13 de dezembro para o já cativo público do Piano na Praça, que acontece a cada 15 dias na Dom José Gaspar. Neste show, o músico apresenta seu talento como instrumentista e a experiência de quem já tocou com nomes como Arismar do Espírito Santo, Bocato, Roberto Sion, Negra Li, Elba Ramalho, Wanderléa e Soraya Moraes – parceria que rendeu 4 Grammys Latinos pelo álbum Som da Chuva.
O projeto da Prefeitura, desde sua primeira edição, se propôs a criar momentos para que o cidadão de São Paulo aprecie, gratuitamente, o som do piano tocado por artistas da música erudita e popular. Como músico, Lima constrói sua carreira sem se fixar em nenhum estilo, buscando sempre novas experiências sonoras que o tornaram um pianista capaz de acompanhar cantores de várias vertentes.
No segmento de música gospel, Lima tem grande prestígio desde o final da década de 90, quando ganhou o Prêmio da Música Gospel em Barueri como melhor instrumentista e melhor arranjador. Em 2008, a canção Som da Chuva que deu nome ao álbum da cantora Soraya Moraes, levou o premio de melhor canção brasileira. A música e todo o disco – ganhador de mais três Grammys – levam arranjos de Michel.

O Piano na Praça

Na fase experimental, em 2005, o Piano na Praça estava ligado à Virada Cultural. Percebendo o interesse dos paulistanos pela música, e o convívio nos espaços urbanos, a prefeitura consolidou a idéia de levar música ao vivo para o Centro de São Paulo.
A Praça Dom José Gaspar recebeu o evento como um palco ao ar livre, mas logo ganhou papel de destaque na identidade do Projeto. Em harmonia com o piano de calda, e a diversidade sonora apresentada pelos músicos, as árvores acolhem o público que chega curiosamente, mas acaba por assistir sem pressa cada concerto.



Serviço:
Quando: 13/11/ 2010 – 15h
Onde: Praça Dom José Gaspar – Entre as ruas São Luís e Consolação
Quanto: Grátis



domingo, 26 de setembro de 2010

A Praça do Samba está ficando cada dia melhor. Para comemorar isso, resolvi públicar uma matéria que fiz há algum tempo (melhor não comentar quanto). O texto foi editado por Sabrina Daspett e as fotos, enviadas por Lígia, são de Débora Gérbara. apareçam lá!







Gerações de amantes do samba dão ritmo às tardes de domingo
Sambistas de origens diferentes se encontram para recriar vivência social das escolas de samba de São Paulo.

Um pequeno espaço público da Vila Madalena vira, mensalmente, a Praça do Samba. O evento gratuito é produzido pelo grupo de resistência cultural Kolombolo Diá Piratininga. Enquanto os interpretes puxam sambas que variam entre novas e consagradas composições, autênticas baianas servem feijoada, outro símbolo da cultura brasileira. O encontro é bastante democrático, todos os músicos que vão chegando podem puxar uma cadeira e participar.

O que diferencia esta roda das outras que acontecem nos bares do bairro é o repertório que varia entre sambas de bumbo, de breque, sambas-enredo, além do jongo e batuque de umbigada. Na Praça já passaram integrantes da Velha Guarda da Rosas de Ouro, Duda Mendonça e Silvo Modesto. No último mês, integrantes da Vila Maria fizeram uma apresentação emocionada. A feijoada, que custa R$ 15,00 e serve até duas pessoas, é feita por 18 senhoras que integram a Associação Tias Baianas Paulistas.

A Associação reúne baianas das escolas de samba de São Paulo. Nadir Cardoso, 65, líder das Tias, começou a freqüentar a Vai-Vai, em 1981. Seu marido, Valter Cardoso, falecido em 2004, passou a acompanhar a esposa nos ensaios por ciúmes. Mas virou um apaixonado pela escola e acabou chefe da ala das baianas. O amor de Cardoso pelas baianas de todas as escolas serviu de inspiração para que ele idealizasse a entidade. Além de preparar o prato, as Tias cantam e dançam em suas apresentações.

É esta visão não competitiva entre as escolas e seus integrantes que movimenta o potencial sambístico dos freqüentadores da Praça do Samba. Hoje, Dona Nadir é integrante da Camisa Verde e Branco, ela deixou de sair na sua antiga agremiação, após a morte do companheiro. “Tudo isso que tem sido proporcionado pelos meninos (Kolombola) era o sonho de vida do meu marido", afirma Dona Nadir, com a voz embargada.

O desfile no sambódromo é o grande dia para as agremiações, mas a vivência comunitária ficou a sombra da apoteose das apresentações. Os organizadores do carnaval também são responsáveis pela transmissão, às novas gerações, do conhecimento cultural acumulado pelos mais velhos. Porém, esta tradição vem sendo negligenciada pelo caráter comercial que o evento ganhou nas últimas décadas. As escolas do Rio de Janeiro foram as pioneiras a seguir este caminho e escolas de São Paulo, a cada ano, vem sendo conduzidas a traçar os mesmos passos.

Resistência cultural


Para tentar romper com esta tendência, Max Frauendorf, 36, Renato Dias, 36, Ligia Fernandes, 27, e T. Kaçula, 32, fundaram o Kolombolo. Os quatro amigos têm uma profunda intimidade com a tradição sambista do Estado. Ligia conheceu o músico Dias, quando ele pesquisava as origens do samba na União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP). Foi lá que também conheceram, em 1999, outro apaixonado pelo tema, o historiador Frauendorf.

Segundo Ligia, coordenadora do Kolombola, “nesta época não havia um arquivo histórico da UESP, Max ia todas as noites após o trabalho organizar e sistematizar essa documentação”. Em 2002, o trio conheceu T-Kaçula, também músico e já tradicional agitador da cena sambista da cidade. Foi aí que formaram a organização, com o intuito de resgatar o charme do carnaval dos cordões paulistas. Desde então, o projeto vem crescendo e além do cordão carnavalesco e da Praça do Samba, o grupo co-produziu a coleção de 12 discos, Memória do Samba Paulista, lançado em 2008.


Esse trabalho de pesquisa dos organizadores da Praça do Samba se reflete na riqueza cultural do evento. Além disso, todos os participantes contribuem com a roda levando suas experiências musicais pessoais. Para o cantor e compositor, Wesley Noog, 33, “a Praça é inusitada porque na roda percebemos que as raízes do samba não cresceram somente no Rio, cresceram e se multiplicaram em São Paulo também”, explica.


A Praça do Samba acontece no último domingo de cada mês, na Praça Aprendiz das letras, na Vila Madalena, das 13h às 19h. As apresentações são gratuitas e não há venda de bebidas alcoólicas.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Pedófilos, celibatários e infalíveis
CONTARDO CALLIGARIS

Os padres pedófilos são minoria, mas a igreja como instituição trata fiéis como crianças

EM 2002, graças a uma série de artigos do "Boston Globe", estourou, nos EUA, o escândalo dos abusos sexuais de crianças por padres católicos. Desde então, uma onda de denúncias varre a Igreja Católica no mundo inteiro.Última revelação, no "New York Times" da quinta passada: nos anos 1990, quando ele comandava a Congregação da Doutrina e da Fé, o atual papa, Bento 16, suspendeu o julgamento de um padre americano, acusado de molestar 200 meninos surdos, de cujos espíritos e almas, em princípio, ele devia cuidar.Aos meus olhos, nesta história que não acaba, o escândalo maior talvez não seja o abuso das crianças, mas o comportamento oficial da igreja: de maneira consistente e repetida, ela parece colocar seu interesse institucional acima de qualquer consideração moral. Escândalo, mas sem surpresa alguma: em geral, o projeto dominante de qualquer instituição é o de durar para sempre.Mas trégua: não escrevo esta coluna para me indignar.
Prefiro contribuir ao debate do momento com duas observações, sugeridas pela psicopatologia e pela clínica.
1) Da conversa de botequim até o pronunciamento de um teólogo que admiro (Hans Küng, na Folha de 21 de março), os abusos sexuais de crianças por padres católicos reavivam as críticas contra o celibato dos padres.Cuidado, não sou um defensor do celibato dos padres. Ao contrário, parece-me que a experiência de amar e conviver melhoraria a qualidade dos ministros da igreja, porque a tarefa de ser consorte ensina uma humildade que é difícil alcançar na solidão, seja ela orgulhosa e casta ou, então, envergonhada e masturbatória. No entanto, acho bizarro que o fim do celibato dos padres seja apresentado como remédio contra a pedofilia.Essa ideia surge de uma visão hidráulica do desejo sexual, como se esse fosse um rio que, se for impedido de correr no seu leito natural, encontrará todo tipo de caminho torto e desviado. Por essa visão, na ausência de esposa, a libertinagem, não tendo para onde ir, transborda e acaba banhando (quem sabe, afogando) as crianças; portanto, os padres pedófilos não precisariam recorrer a meninos e meninas se dispusessem de uma mulher com quem saciar seus apetites.É raro que eu me expresse de maneira tão direta, mas é preciso dizer: essa ideia é uma estupidez. Fantasias e orientações sexuais nunca são o efeito de acumulação de energia sexual insatisfeita. Um pedófilo poderá, eventualmente, desejar uma mulher e casar com ela, mas o fato de cumprir, mesmo com afinco, o dever conjugal não o livrará das fantasias pedofílicas. Teremos, simplesmente, pedófilos casados, em vez de solteiros.Não vejo o que ganharíamos com isso, mas vejo, isso sim, na própria proposta, um desprezo inacreditável pelas mulheres que se casariam para servir de válvulas de escape para a "depravação" dos seus maridos. Ninguém merece.A quem propõe o casamento como solução para a pedofilia dos padres, uma sugestão: proponha um programa compulsório de transa diária com a boneca inflável do Geraldão. Será tão ineficiente quanto o casamento, mas, ao menos, as mulheres serão poupadas.
2) Não é exato dizer que pedófilo é quem gosta de "carne" jovem. Pois o que importa ao pedófilo, o que é crucial na fantasia, é induzir a vítima a aceitar algo que ela desconhece e não entende. A jovem idade da vítima é sobretudo garantia de sua inocência e ignorância, ou seja, do fato de que a vítima não entenderá o que lhe será feito.Por exemplo, um dos padres denunciados em Boston, em 2002, explicou que seu prazer consistia não tanto em ser satisfeito oralmente por um menino quanto em convencer o menino de que essa era uma forma especial de santa comunhão, que ele, o padre, ensinava e administrava.Em suma, o pedófilo encontra seu prazer iniciando os ignaros e exercendo sobre eles um poder pedagógico absoluto.
Agora, considere o jeito como a Igreja Católica tratou seu rebanho, até ser forçada a reconhecer a culpa de alguns de seus ministros. Considere a prática recorrente de camuflar decisões administrativas em dogmas divinos, considere a repressão teológica em lugar do diálogo e ainda considere a doutrina da pretensa infalibilidade do pontífice. Pois bem, aparentemente, os padres pedófilos são pequena minoria, mas a igreja como instituição trata mesmo seus fiéis como criancinhas.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Conflito da mulher negra com seus cabelos pode ter início na escola
A manipulação do cabelo é uma técnica corporal e um comportamento social presente nas mais diversas culturas, mas o nosso passado escravocrata impõe ao negro brasileiro um complicado processo de construção da identidade.


A relação entre cabelo e sociedade começa muito cedo na formação da mulher negra. Segundo o trabalho realizado pela pesquisadora da área de pedagogia da Universidade Federal de Minas Gerais, Nilma Lino Gomes, ao ingressar na escola é preciso uniformizar-se. E não é só a roupa que entra nesse processo, os cabelos também se padronizam.

Janaína Aparecida Nascimento, mãe da pequena Isis, conta que quando a filha estava na creche, logo que seus cabelos começaram a crescer a professora solicitou que ela viesse todos os dias com os cabelos presos. Ela disse que era para prevenir a transmissão de doenças, lembra. Como a Isis tem cabelo armado, todas as manhãs era preciso molhar antes de fazer o penteado. Quando acordava atrasada era uma correria, fora a dificuldade nos dias frios, diz.

Para Nilma, normalmente a exigência de cuidar da aparência é reiterada com argumentos que nem sempre apresentam um conteúdo racial explícito. Muitas vezes esse conteúdo é mascarado pelo apelo às normas e preceitos higienistas.As meninas negras, durante a infância, são submetidas a verdadeiros rituais de manipulação do cabelo, realizados pela mãe, tia, irmã mais velha ou pelo adulto mais próximo. As tranças são as primeiras técnicas utilizadas. Para a pesquisadora, esse provavelmente é o motivo de muitas mulheres preferirem o alisamento na fase adulta.

Em 2002, Nilma realizou uma pesquisa em salões de beleza de Belo Horizonte para a sua tese de doutorado. Ela observou que, ao mencionar as tranças usadas na infância,muitas entrevistadas reagiam com expressões de alívio. Porém, algumas mulheres negras se reconciliam com as tranças quando adultas. Nesta fase os penteados mais usados são os estilizados, as chamadas tranças africanas, soltas ou agarradinhas.

Para ler:
PDF do trabalho de Nilma Lino Gomes
Você viu? "Edição Negra" da Vogue foi instigada por Obama
A super foto da linda Isis é de Marco Costa

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Tudo que faz a cabeça na Rua do Beco


Criatividade e conforto na hora da produção


Arranjos de cabelo da Cecília Tango e Daniel Lima


Visual rasta do Tota


Detalhe da maquiagem da Somente Tânia


Chápeus e gorros de todos os tipos


Claudio Leguizamon combina listras e xadrez sem problemas


O moicano do malabares Agesinaldo Silva





Um pouco do espírito do encontro